O desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completou 120 dias nesta segunda-feira (04/05). As crianças desapareceram após saírem para brincar na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada em Bacabal.
De acordo com as informações iniciais, os irmãos teriam entrado em uma área de mata e não foram mais vistos. Desde então, uma força-tarefa foi mobilizada por meio da Operação Bacabal, reunindo equipes de diferentes órgãos, incluindo Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Exército e Marinha do Brasil. As buscas foram realizadas por terra, com uso de aeronaves e também em áreas de rio.
Ao longo das investigações, diversas hipóteses foram analisadas, como a possibilidade de as crianças terem se perdido na mata, sofrido ataque de animais, se afogado ou até mesmo terem sido sequestradas. Parte dessas linhas já foi descartada após o avanço das buscas.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Célio Roberto, a área onde ocorreu o desaparecimento foi intensamente vasculhada, abrangendo cerca de 4 km². A operação contou com mais de 300 agentes por dia, distribuídos de forma estratégica para cobrir toda a região.
Ainda conforme o comandante, não há indícios de que as crianças estejam na mata ou tenham sido vítimas de afogamento no Rio Mearim, que também foi alvo de buscas extensas, com mais de 180 quilômetros percorridos.
Diante da ausência de vestígios, investigadores passaram a considerar com mais atenção outras possibilidades, incluindo a hipótese de que os irmãos possam ter sido levados. Mesmo após quatro meses de buscas, o caso permanece sem esclarecimento.

