A dengue continua preocupando autoridades de saúde em todo o Piauí e também nos municípios da região dos Carnaubais. Dados atualizados do Painel de Arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), divulgados nesta segunda-feira (13/07), mostram que diversas cidades da região registram casos da doença, incluindo municípios com óbitos confirmados.
Entre os municípios da região, São Miguel do Tapuio apresenta o maior número de casos prováveis, com 229 registros, além de 32 casos confirmados, um caso de dengue com sinais de alarme e um óbito confirmado pela doença.
Na sequência aparecem Buriti dos Montes, com 89 casos prováveis e 24 confirmados, e Novo Santo Antônio, que contabiliza 85 casos prováveis e 39 confirmações. São João da Serra registra 24 casos prováveis e 22 confirmados, enquanto Campo Maior soma 22 casos prováveis e 17 confirmações.
Castelo do Piauí aparece com 20 casos prováveis, 18 casos confirmados e dois registros de dengue com sinais de alarme. Capitão de Campos contabiliza seis casos prováveis, sem confirmações até a última atualização do painel. Sigefredo Pacheco registra cinco casos prováveis, quatro confirmados e um óbito por dengue.
Nos demais municípios da região, Boqueirão do Piauí registra quatro casos prováveis e três confirmados. Nossa Senhora de Nazaré e Cocal de Telha contabilizam três casos prováveis cada, enquanto Cabeceiras do Piauí e Juazeiro do Piauí possuem dois casos prováveis. Assunção do Piauí aparece com um caso provável da doença.
Em todo o estado, o Piauí já contabiliza 11 mortes por dengue em 2026, além de aproximadamente 14 mil casos prováveis, mais de 8,3 mil casos confirmados, 405 registros com sinais de alarme e 26 casos classificados como dengue grave, conforme dados da Sesapi.
A dengue é uma doença transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e pode causar febre alta, dores no corpo, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e náuseas. Nos casos mais graves, podem surgir sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e dificuldade para respirar, situações que exigem atendimento médico imediato.
As autoridades de saúde reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. Medidas como manter caixas d’água fechadas, eliminar recipientes que acumulam água, limpar calhas e utilizar repelente ajudam a reduzir a circulação do Aedes aegypti e o risco de transmissão da doença.
