O caso da pequena Alice Brasil, de 4 anos, morta após ser atingida por uma penteadeira na brinquedoteca do Colégio CEV, na zona Leste de Teresina, ganhou novos desdobramentos no âmbito judicial.
A criança morreu em 05 de agosto de 2025, após o acidente ocorrido na instituição de ensino. Em outubro do ano passado, a Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito classificando o caso como acidente, sem indícios de crime e sem responsabilização de integrantes da escola.
A conclusão gerou reação por parte da família de Alice, que passou a defender uma nova análise do caso. Segundo o Ministério Público, há entendimento diferente sobre o episódio, com apontamento de possível homicídio culposo.
Conforme as informações divulgadas, seis pessoas ligadas à instituição de ensino foram citadas no processo e tiveram os nomes encaminhados à Justiça. De acordo com o Ministério Público, dois homens são apontados por homicídio culposo majorado, enquanto um homem e três mulheres respondem por homicídio culposo. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados porque o processo tramita em segredo de justiça.
O inquérito policial foi conduzido pelo delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que concluiu pelo enquadramento do caso como acidente. Já o entendimento pelo crime de homicídio culposo foi apresentado pela promotora Francineide de Sousa.
Segundo informações apuradas pelo portal OitoMeia, os familiares da criança não têm se pronunciado sobre o andamento do processo por orientação jurídica, em razão do segredo de justiça. A advogada da família, Arielly Pacífico, informou que audiências foram realizadas nos dias 21 e 22 de maio, mas todos os envolvidos estariam proibidos de divulgar informações sobre o desfecho dos autos.
Ainda segundo o portal, existe cautela entre os envolvidos por se tratar de um caso relacionado ao Colégio CEV, instituição pertencente à família do governador Rafael Fonteles. O veículo afirma que, após a conclusão da Polícia Civil pelo enquadramento como acidente, passaram a circular relatos de bastidores sobre possível influência política, hipótese sem confirmação oficial.
Em vídeo divulgado recentemente, Dayana Brasil, mãe de Alice, afirmou que não pode comentar o conteúdo das audiências, mas agradeceu a atuação do Ministério Público e da promotora responsável pelo caso.
INFORMAÇÕES: OITOMEIA/FOTOS: RICARDO MORAIS
