O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo nesta terça-feira (26/05) da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga movimentações financeiras envolvendo o Banco Master e recursos do Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do estado.
Segundo a PF, a apuração envolve cerca de R$ 3 bilhões em aportes feitos pelo Rioprevidência no conglomerado financeiro ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos mandados foi executado na residência de Cláudio Castro, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. A defesa informou que o ex-governador acompanhou a ação “com serenidade”.
Esta é a segunda operação da PF envolvendo Castro em menos de 15 dias. Em maio, agentes já haviam realizado buscas na residência do ex-governador em outra investigação, relacionada a supostas fraudes fiscais.
A investigação atual é desdobramento da Operação Barco de Papel, iniciada em janeiro, que identificou aplicações consideradas suspeitas do Rioprevidência no Banco Master. Inicialmente, os levantamentos apontavam cerca de R$ 970 milhões investidos entre 2023 e 2024.
Agora, a PF afirma ter identificado novas aplicações de aproximadamente R$ 2,01 bilhões a partir de julho de 2024, elevando o total investigado para cerca de R$ 3 bilhões.
O caso também repercute na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), onde parlamentares articulam a instalação de uma CPI para investigar os investimentos do estado no Banco Master.
Dados apresentados na Alerj apontam investimentos do Rioprevidência no banco e em fundos administrados pela instituição, inclusive após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ). Há divergência entre os números divulgados pela PF e os cálculos do tribunal, e a corporação ainda não detalhou a origem completa dessa diferença.
INFORMAÇÕES: G1/RIO DE JANEIRO
