Vereador Dr. Ítalo Ibiapina registra queixa-crime contra comunicador em Campo Maior (PI)

A polêmica envolvendo o vereador de Campo Maior, Ítalo Pereira Ibiapina, e o comunicador Ítalo Guilherme Alves da Silva Sousa ganhou um novo capítulo nos últimos dias.

O parlamentar ingressou na Justiça com uma queixa-crime no Juizado Especial Criminal da Comarca de Campo Maior, acusando o comunicador de cometer crimes contra a honra, principalmente difamação, previstos no Código Penal.

O QUE MOTIVOU A AÇÃO

De acordo com o documento apresentado pela defesa do vereador, as supostas ofensas teriam ocorrido por meio de publicações em grupos de WhatsApp, vídeos divulgados nas redes sociais e matérias publicadas em blog.

A ação cita especificamente mensagens divulgadas em grupos como “Campo Maior acima de tudo”, que possui dezenas de participantes, além de outros espaços virtuais onde os conteúdos teriam sido compartilhados.

Segundo a queixa-crime, o comunicador teria feito declarações que colocariam em dúvida a formação acadêmica e a reputação profissional do vereador, além de utilizar expressões consideradas ofensivas à honra do parlamentar.

Entre os pontos mencionados no processo está a acusação de que o vereador teria concluído o curso de Medicina por meio de decisão judicial, o que, segundo a defesa, seria uma informação falsa e prejudicial à imagem do médico.


VÍDEOS E PUBLICAÇÕES NAS REDES

O processo também menciona um vídeo divulgado nas redes sociais com o título “Diga não ao discurso de ódio”, que, segundo a ação, teria sido utilizado para atacar a imagem pública do vereador.


De acordo com a defesa, o material foi amplamente compartilhado em grupos de WhatsApp e redes sociais, ampliando a repercussão das críticas.

CONTEXTO DA POLÊMICA

A nova ação judicial ocorre após uma série de desentendimentos entre o vereador e o comunicador.

Em uma publicação divulgada no blog de Ítalo Sousa, o comunicador afirmou que o Ministério Público do Piauí teria recebido denúncia contra o vereador por suposta quebra de decoro parlamentar, após um episódio ocorrido durante sessão na Câmara Municipal de Campo Maior.

Na ocasião, segundo o relato publicado, o vereador teria se exaltado durante discussão e quase chegado a uma agressão física contra o jornalista dentro do plenário, sendo contido por pessoas presentes.

O caso, segundo a publicação, teria sido comunicado às autoridades e poderia ser analisado no âmbito do Conselho de Ética da Câmara Municipal.

O QUE DIZ A QUEIXA-CRIME

Na ação protocolada na Justiça, a defesa de Ítalo Ibiapina argumenta que as declarações divulgadas pelo comunicador ultrapassam o campo da crítica política e configurariam ataques à honra e à reputação pessoal do vereador.

O documento sustenta ainda que, no crime de difamação, não é necessário comprovar prejuízo material, bastando que as afirmações ofensivas tenham sido divulgadas a terceiros.

A defesa também cita outros episódios envolvendo o comunicador em diferentes municípios, apontando que ele teria adotado postura semelhante ao fazer denúncias públicas contra gestores e políticos.

TRAMITAÇÃO DO CASO

Com a apresentação da queixa-crime, caberá agora ao Poder Judiciário analisar o caso e decidir sobre o prosseguimento da ação.

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