“Minha Primeira Arma”: comissão da Câmara aprova projeto que facilita compra da primeira arma

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSP) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10/02), o projeto de lei que cria o Programa Minha Primeira Arma, voltado a isentar tributos federais na compra do primeiro armamento de uso permitido. A proposta tem como objetivo facilitar o acesso à legítima defesa para cidadãos que cumpram os requisitos legais.

O texto é de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS) e prevê isenção de IPI, Imposto de Importação, PIS e Cofins na aquisição da primeira arma. Segundo o parlamentar, não há justificativa para manter a carga tributária sobre o que ele classifica como instrumento de autodefesa individual, especialmente quando a compra é feita por pessoas com avaliação psicológica, aptidão técnica comprovada, antecedentes negativos e autorização da Polícia Federal ou do Exército.

CRITÉRIOS PARA PARTICIPAR DO PROGRAMA

Para ter acesso ao benefício, o cidadão deverá:

  • Ter a idade mínima prevista em lei;
  • Estar regular com a Receita Federal;
  • Não possuir registro anterior de arma;
  • Apresentar autorização válida da Polícia Federal ou do Exército Brasileiro.

GRUPOS PRIORITÁRIOS

O texto estabelece prioridades para atendimento no programa, incluindo:

  • Vítimas de violência doméstica com medida protetiva;
  • Vítimas de crimes contra a vida ou contra o patrimônio;
  • Moradores de áreas rurais;
  • Pessoas com renda familiar de até cinco salários mínimos (R$ 8.105).

FUNCIONAMENTO DO PROGRAMA

A execução ficará a cargo de um comitê interinstitucional, que será formado por representantes dos ministérios da Justiça, Fazenda e Defesa, além de integrantes do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Polícia Federal e Exército Brasileiro.

TRAMITAÇÃO

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado Federal.

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