O engenheiro civil Hélio Neto, natural do município de Brasileira, no Piauí, entrou na cerimônia de formatura carregando um botijão de gás, em referência à atividade que possibilitou o custeio da graduação.
Durante o período acadêmico, ele conciliou a rotina de trabalho informal com as aulas presenciais em Piripiri, mantendo frequência regular. A jornada diária começava por volta das seis horas da manhã e se estendia até o fim da tarde. Após o expediente, seguia para a faculdade utilizando transporte coletivo.
Sem disponibilidade para longos períodos de estudo fora da sala de aula, Hélio priorizou a participação nas aulas presenciais, aproveitando as explicações dos professores para assimilação do conteúdo. Ao longo do curso, atuou em atividades como venda de gás, reciclagem, ferro-velho, fretes e comercialização de sucata.
A decisão de entrar na solenidade com o botijão foi tomada no próprio dia da diplomação. Segundo o engenheiro, o objeto simboliza a principal fonte de renda utilizada para o pagamento da faculdade. “Foi o gás que pagou minha faculdade”, afirmou.
Na reta final do curso, Hélio chegou a cursar até dez disciplinas simultaneamente para concluir a graduação com a turma.
Informações: Meio News

