Sargento Mota é excluído da PM-PI após investigação sobre furto e invasão

O comandante-geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Scheiwann Lopes, determinou a expulsão do 3º sargento Avelar dos Reis Mota das fileiras da corporação. A decisão, assinada nessa segunda-feira (23/02), considera o militar incapaz de permanecer na PM após a conclusão de um processo disciplinar que apurou sua participação na invasão de uma residência e no furto de um perfume Malbec, da marca O Boticário.

A medida foi tomada com base no artigo 26 da Lei Estadual nº 7.725/2022. A investigação apontou várias transgressões disciplinares graves, incluindo apropriação de bens particulares, uso da condição de policial para obter vantagens pessoais e conduta que causa desprestígio à corporação.

Além disso, o 3º sargento Wellington da Silva recebeu pena de 10 dias de suspensão. Ele acompanhava Avelar no dia do furto, mas permaneceu do lado de fora da residência e não comunicou o crime às autoridades, sendo enquadrado por omissão funcional qualificada.

Segundo trecho da decisão obtido pelo GP1, a comissão responsável pelo caso concluiu de forma unânime pela procedência das acusações contra os dois militares.

O CASO DO FURTO

De acordo com denúncia do Ministério Público, o furto ocorreu em 15 de fevereiro de 2023, quando o sargento Avelar teria se deslocado em uma viatura até uma residência no loteamento João Pereira III, bairro Areias, e invadido o imóvel utilizando chave falsa. No local, ele teria levado um perfume Malbec. No mesmo dia, ele deveria estar de serviço na área do bairro Promorar.

A denúncia afirma ainda que Avelar tentou destruir a câmera de segurança da casa ao sair. Meses depois, em 28 de julho de 2023, um policial encapuzado teria retornado ao endereço e disparado contra o equipamento, destruindo-o.

O sargento já havia sido condenado a 4 anos de prisão pelo furto qualificado.

PROCESSO CRIMINAL SEGUE

A exclusão “a bem da disciplina” é uma punição administrativa e independe do andamento do processo criminal, que continua em tramitação. A decisão da PM ainda pode ser recorrida.

INFORMAÇÕES/FOTO: GP1

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