Cercamento do Açude da Panela revolta moradores em Nossa Senhora de Nazaré (PI)

Moradores da zona rural de Nossa Senhora de Nazaré estão denunciando o cercamento das margens do Açude da Panela, justamente na parte que a comunidade sempre utilizou para banho, pesca no período permitido e lazer, principalmente no inverno e na Semana Santa.

As cercas estão sendo instaladas exatamente na área que fica às margens da PI-320, onde moradores se reúnem há anos e onde animais soltos da região costumam desfrutar da água naturalmente.


DENÚNCIAS INDICAM QUE O AÇUDE PODE SER FECHADO PARA A COMUNIDADE

Uma das pessoas que fez a denúncia relatou que há preocupação de que o local “vá ser fechado de vez”, impedindo o uso tradicional que a população mantém há muito tempo.

Para os moradores, o espaço faz parte do dia a dia da zona rural: banho durante o inverno, lazer na Semana Santa e pesca durante o ano, exceto no período de Piracema.

INFORMAÇÕES REPASSADAS PELA SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE

Segundo informações repassadas pela Secretaria de Meio Ambiente de Nossa Senhora de Nazaré, o açude está dentro da propriedade privada chamada “Terras São Francisco”, atualmente em inventário judicial.

A Secretaria informou que o local já foi alvo de embargo pela SEMARH-PI por danos ambientais cometidos na área.

Também confirmou que recebeu denúncias da população, realizou vistoria no açude e notificou os responsáveis para buscar regularização das intervenções junto ao órgão estadual competente.

De acordo com o órgão municipal, os proprietários podem cercar a área, mas não podem causar qualquer tipo de dano ambiental, mesmo sendo donos. A APP às margens do açude deve ser preservada conforme a legislação.

POPULAÇÃO REAGE COM PREOCUPAÇÃO E REVOLTA

A maior insatisfação da comunidade é que o cercamento está justamente no trecho mais usado pela população, às margens da PI-320. É ali que famílias inteiras se reúnem no inverno, que jovens se divertem no período da Semana Santa e que pescadores de subsistência atuam quando não é época de Piracema.

Para os moradores, o temor é claro: o açude pode ser fechado exatamente na parte que o povo mais utiliza e que faz parte da rotina da zona rural há muitos anos.

SITUAÇÃO SEGUE POLÊMICA E DEPENDE DE AÇÕES ESTADUAIS

Com o embargo estadual já em vigor, inventário judicial em andamento e denúncias crescentes, a situação permanece polêmica e sem solução definitiva. Enquanto isso, a população aguarda o desdobramento das fiscalizações e teme perder o acesso às margens do açude na PI-320.

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