“Não parava de chorar”: casal é preso após espancar bebê de 1 ano

Um casal foi preso em flagrante nesta terça-feira (17/02), em Dourados, no Mato Grosso do Sul, suspeito de agredir brutalmente um bebê de 1 ano e 8 meses. A prisão foi realizada em ação conjunta da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) e da Guarda Municipal.

O caso veio à tona após a criança dar entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com diversos ferimentos considerados graves. A equipe médica identificou hematoma na região ocular, ferimento na testa, marca de mordida na parte superior das costas, dor intensa na perna esquerda e fratura no fêmur esquerdo, confirmada por exame de imagem. A lesão exigiu imobilização imediata.

LESÕES INCOMPATÍVEIS COM A VERSÃO APRESENTADA

Durante o atendimento, os profissionais de saúde perceberam que o conjunto das lesões não era compatível com a explicação inicialmente apresentada pelos responsáveis. Diante da suspeita de agressão, as forças de segurança foram acionadas imediatamente.

A Guarda Municipal realizou as primeiras diligências no local e, em seguida, a Polícia Civil assumiu a investigação.

CONFISSÃO E DETALHES DAS AGRESSÕES

Segundo informações repassadas pela polícia, o padrasto, de 19 anos, confessou as agressões durante interrogatório. Ele afirmou que desferiu chutes no rosto da criança e a arremessou contra a cama. De acordo com o relato, as agressões teriam ocorrido porque o bebê “não parava de chorar”.

As investigações também apontaram a participação direta da mãe, igualmente de 19 anos. Ela confessou ter mordido o próprio filho na região das costas.

As agressões teriam ocorrido na residência do casal. Uma equipe policial foi até o local para realizar perícia e reunir elementos que ajudassem a individualizar a conduta de cada envolvido.

PRISÃO E PEDIDO DE PREVENTIVA

A mãe foi presa ainda na UPA, onde acompanhava o filho internado. O padrasto também recebeu voz de prisão.

Os dois foram autuados em flagrante pelo crime de maus-tratos. Diante da gravidade das lesões, da idade da vítima e de sua extrema vulnerabilidade, a Polícia Civil representou pela conversão da prisão em preventiva.

ESTADO DA CRIANÇA

A criança permanece internada sob cuidados médicos, recebendo acompanhamento da rede de proteção à infância. O caso segue sob investigação para apurar se havia histórico anterior de violência.

INFORMAÇÕES: METRÓPOLES

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