Kellen Oliveira Bretas Antunes, de 42 anos, foi diagnosticada com Síndrome de Guillain-Barré (SGB) após utilizar uma caneta emagrecedora adquirida no Paraguai e comercializada de forma irregular no Brasil. A síndrome é uma doença neurológica rara, caracterizada por uma reação do sistema imunológico contra os nervos periféricos, podendo causar fraqueza muscular progressiva, dormência e formigamento.
Segundo informações médicas, Kellen começou a apresentar sintomas após o uso do medicamento para emagrecimento sem prescrição médica. No dia 17 de dezembro do ano passado, ela foi internada no Hospital João XXIII, em São Paulo, com dores abdominais, recebendo alta no dia 25, com suspeita de intoxicação medicamentosa.
No entanto, no dia 28 de dezembro, houve agravamento do quadro clínico, com o surgimento de fraqueza muscular, urina escura, alterações neurológicas e insuficiência respiratória, o que motivou uma nova internação. Desde então, Kellen está internada no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde recebe acompanhamento especializado.
ALERTA DA ANVISA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que nem todas as canetas emagrecedoras possuem autorização para comercialização no Brasil. Medicamentos sem registro não oferecem garantias quanto à procedência, eficácia e segurança, além do risco de conter substâncias diferentes das informadas ao consumidor.
Em novembro de 2025, a Anvisa proibiu a importação, fabricação, distribuição, venda e uso de determinadas canetas emagrecedoras sem registro no país, reforçando que medicamentos devem ser utilizados somente com prescrição e acompanhamento médico.

