Ex-diretor investigado por suposto abuso em creche de Timon deixa a prisão por decisão judicial

A Justiça do Maranhão determinou a soltura de Alberto Luiz Freitas Monção, investigado por suspeita de abuso sexual contra crianças em uma creche municipal de Timon. A decisão foi proferida pelo juiz Rogério Monteles após análise do andamento do processo.

Segundo a decisão judicial, o Ministério Público não apresentou denúncia dentro do prazo legal previsto e concordou com a prorrogação das investigações, situação que, conforme o magistrado, ultrapassou os limites estabelecidos pelo Código de Processo Penal.

Apesar da revogação da prisão preventiva, a Justiça entendeu que ainda existem riscos relacionados ao caso e substituiu a prisão por medidas cautelares. O Judiciário considerou que a liberdade irrestrita do investigado poderia representar ameaça às vítimas, à ordem pública e ao andamento das apurações.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o suspeito teria retirado crianças das salas de aula e as levado para um depósito localizado na área da diretoria da creche, local que não possuía monitoramento por câmeras. A polícia também informou que as vítimas seriam, em sua maioria, crianças com dificuldades de comunicação, o que teria dificultado a identificação dos supostos crimes.

As apurações tiveram início após familiares de uma criança procurarem a polícia relatando sinais que levantaram suspeitas de violência. A partir da denúncia, foram realizadas diligências e analisadas imagens do sistema de monitoramento da unidade escolar.

A Secretaria Municipal de Educação de Timon informou que o investigado atuava como professor efetivo da rede municipal há 11 anos e exercia a função de diretor-adjunto da creche. Após ser comunicada oficialmente pela Polícia Civil sobre a investigação, a Prefeitura determinou a exoneração do cargo de direção ocupado por ele.

Segundo a secretária municipal de Educação, Isadora Kamilla, também foi iniciado um procedimento administrativo para apurar o caso na esfera administrativa. Ela afirmou ainda que a Secretaria não havia recebido denúncias anteriores envolvendo o servidor, nem registros do caso nos canais oficiais de ouvidoria.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Maranhão.

INFORMAÇÕES: PORTAL A10+

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