Ex-diretor acusado de abusar de crianças rompe tornozeleira eletrônica e foge no Maranhão

O ex-diretor-adjunto de uma creche em Timon (MA), Alberto Luiz Freitas Monção, voltou a ser considerado foragido após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava por determinação da Justiça. Investigado por suspeita de abusar sexualmente de crianças dentro da unidade de ensino, ele havia sido colocado em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares.

De acordo com o delegado Cláudio Mendes, responsável pelo caso, o rompimento do equipamento de monitoramento eletrônico ocorreu no último domingo (05/07). Desde então, Alberto Luiz Freitas Monção não foi mais localizado pelas autoridades.

Com o descumprimento das medidas impostas pela Justiça, o Ministério Público solicitou a decretação da prisão preventiva do investigado. Equipes policiais realizam diligências para localizar e prender o ex-diretor, que permanece foragido.

Alberto Luiz Freitas Monção havia deixado a prisão após decisão da Justiça do Maranhão, que revogou a prisão preventiva e determinou a adoção de medidas cautelares, entre elas o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica. A decisão foi assinada pelo juiz Rogério Monteles.

Conforme a decisão judicial, a revogação ocorreu porque o Ministério Público não apresentou a denúncia dentro do prazo previsto e concordou com a prorrogação das investigações. O magistrado entendeu que houve extrapolação dos prazos processuais, mas manteve medidas cautelares por considerar que a liberdade do investigado ainda exigia restrições para resguardar as vítimas, a ordem pública e o andamento do processo.

Na época da soltura, a delegada Lorena Alves afirmou que a Polícia Civil havia solicitado a prorrogação das investigações e destacou que a decisão de colocar o investigado em liberdade foi exclusivamente do Poder Judiciário.

As investigações apontam que Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos, é suspeito de abusar sexualmente de crianças de dois e três anos dentro da creche onde exercia a função de diretor-adjunto. Segundo a Polícia Civil, ele teria escolhido, em alguns casos, crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) que apresentavam pouca ou nenhuma comunicação verbal, circunstância que também faz parte da investigação.

O caso começou a ser investigado após familiares de uma das crianças procurarem a Polícia Civil relatando sinais de possível violência. A partir da denúncia, equipes realizaram diligências, colheram depoimentos e analisaram imagens do sistema de monitoramento da instituição, que subsidiaram o avanço das investigações.

Após a divulgação das denúncias, a creche foi interditada, e o caso segue sendo investigado pelas autoridades competentes. Com a fuga do investigado, a Polícia Civil intensificou as buscas para localizar Alberto Luiz Freitas Monção e cumprir o novo pedido de prisão.

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