Anvisa investiga 65 óbitos após uso de remédios para emagrecer

O aumento do uso de medicamentos à base de análogos do GLP-1 no Brasil, substâncias aplicadas para controle de diabetes e emagrecimento, também elevou o número de notificações de possíveis efeitos adversos. Dados do sistema de farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revelam que, entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025, foram registrados 65 óbitos classificados como suspeitos após o uso das chamadas canetas para emagrecimento.

As ocorrências constam no VigiMed, plataforma onde profissionais de saúde, pacientes e fabricantes relatam possíveis reações adversas. A Anvisa destaca que esses registros não significam que o medicamento causou a morte, apenas que os episódios foram comunicados e estão sob avaliação dentro do monitoramento contínuo de segurança.

As notificações envolvem substâncias usadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, como a semaglutida, presente em Ozempic e Wegovy; a tirzepatida, comercializada como Mounjaro; a liraglutida, encontrada em Saxenda e Victoza; e a dulaglutida, presente no Trulicity. Todos esses princípios ativos pertencem à classe dos análogos de GLP-1, que atuam no controle da glicose sanguínea e ajudam na redução do apetite.

INFORMAÇÕES/FOTO: GP1

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