MPPI abre inquérito para investigar falta de transparência fiscal na Prefeitura de Cabeceiras do Piauí

O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) instaurou um Inquérito Civil para investigar a ausência de demonstrativos e documentos de transparência fiscal referentes ao exercício de 2025 no Município de Cabeceiras do Piauí, administrado pelo prefeito Zé Filho.

A investigação é conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça de Barras, por meio do promotor de Justiça Glécio Paulino Setúbal da Cunha e Silva, após uma Notícia de Fato apontar suposta inadimplência do município quanto à publicação de documentos exigidos pela legislação de transparência fiscal.

Segundo a Portaria nº 89/2026, publicada pelo MPPI, uma consulta realizada no Portal da Transparência de Cabeceiras do Piauí teria constatado a ausência de demonstrativos e peças de transparência fiscal exigidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal referentes ao ano de 2025.

O Ministério Público afirma que a falta desses documentos dificulta a fiscalização pela população e pelos órgãos de controle sobre os valores administrados pelo Executivo municipal, as despesas realizadas e a aplicação dos recursos públicos.

Outro ponto destacado pelo MPPI é que, até a instauração do inquérito, o município ainda não havia apresentado manifestação sobre a situação apontada. A Promotoria registra que o Ofício nº 32/2026, encaminhado anteriormente à administração municipal, permanecia sem resposta, conforme certidão anexada aos autos.

Diante dos elementos reunidos, o MPPI decidiu converter a Notícia de Fato em Inquérito Civil, com o objetivo de aprofundar a apuração e verificar o cumprimento das obrigações legais de transparência pela Prefeitura de Cabeceiras do Piauí.

Como uma das primeiras medidas, a Promotoria determinou que sejam requisitados ao Município de Cabeceiras do Piauí, no prazo de 15 dias, esclarecimentos sobre a situação apontada no Portal da Transparência e no relatório que fundamentaram a investigação.

O procedimento terá prazo inicial de um ano para conclusão, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, conforme determina a portaria.

O MPPI não afirma, neste momento, que houve desvio de recursos ou irregularidade na aplicação do dinheiro público. O inquérito tem justamente a finalidade de apurar a situação e verificar se houve descumprimento das normas de transparência fiscal.

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